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CONTESTAÇÃO ...... SAMAE

Oposição critica transação e ameaça levar caso à Justiça.


Por: Janaina Moraes e Fernando Parizi.

Oposição critica transação e ameaça levar caso à Justiça.

Salvador Franceli chegou a dizer que projeto reforça suas suspeitas de que a Prefeitura teria usado verbas do Samae ilegalmente.

Revoltados porque o projeto que autoriza a Prefeitura a vender o prédio que abriga a sede do Samae para a própria autarquia foi submetido a votação em regime de urgência sem que tivessem tempo hábil para analisar a proposta, os vereadores Salvador Franceli Neto (PSL) e Ivens Chiarelli (PMDB) contestaram e discutiram a alienação do imóvel.

Segundo Ivens Chiarelli, o projeto foi protocolado na secretaria da Câmara às 16h34 de quarta-feira e incluído na Paula da sessão sem discussão prévia. “O espaço entre a apresentação, a leitura e o entendimento é muito curto. A Casa precisa aprender a ter mais responsabilidades porque é um projeto complexo. Temos que nos ater a detalhes”, protestou.

Nas palavras de Salvador Franceli, o fato apenas confirma que, burlando a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Administração Municipal estaria solicitando ajuda ao Samae para honrar alguns compromissos. “Esse valor vai servir para honrar compromisso e provar o quanto incompetente está sendo esta administração. Tem que se vender patrimônios públicos para honrar compromissos”, afirmou.

Franceli ironizou a iniciativa do prefeito Paulo Eduardo de Barros, Dr. Paulinho (PV), sugerindo também a venda dos prédios da Faculdade Municipal Professor Franco Montoro, da FEG (Fundação Educacional Guaçuana) e até o Paço Municipal. “Ainda que a prefeitura aliene todos os esses prédios públicos, não seria suficiente para suprir nem 10% da dívida que a administração tem hoje”, completou.

Ao JC, Salvador Franceli disse que está reunindo dados com a intenção de recorrer à Justiça contra a alienação do imóvel por venda e sem licitação.

Em resposta à oposição, o líder da bancada do PV Carlos Donizete da Costa, Carlinhos da Imobiliária, alegou que vereadores da base governista participaram de uma reunião para discutir o projeto de lei antes que fosse incluído na pauta para apreciação em regime de urgência. “Não vejo estranheza tamanha. O projeto está claro, delimitado e é auto-explicável”, alegou.

Para o líder do Prefeito na Câmara, Guilherme de Souza Campos, Guilherme da Farmácia (PSD), o projeto “apenas regulariza uma situação”. “A Prefeitura está vendendo um bem público para outro bem público. E esse valor será revertido em prol da população”, disse.

Leia mais no Jornal Cidade de 19/novembro/2011.

Postado dia:19/11/2011 |

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